Manifestações contra reformas paralisam atividades no Brasil
Gabrielle Rial
01/05/2017
Na última sexta-feira, 28 de abril, o Brasil viveu um dia atípico.
Movimentos de esquerda social e integrantes de sindicatos, realizaram uma manifestação geral que atingiu a todos os estados da Federação.
Em pelo menos 254 cidades, das 5,5 mil do país, houveram registro de protestos desde as primeiras horas da manhã.
Os manifestantes pararam os transportes coletivos, invadiram ruas e obstruíram passagens.
Em cidades como São Paulo, houveram protestos mais violentos, com os manifestantes atacando agencias bancárias e até tentando atacar a casa do presidente Michel Temer em Pinheiros.
Já no Rio de Janeiro, a violência foi ainda mais latente. Os manifestantes atearam fogo em pelo menos oito ônibus do transporte coletivo, que circulavam normalmente em meio as manifestações.
Houve confronto com a Polícia Militar, de acordo com dados divulgados a imprensa.
Em Brasília, manifestantes tentaram invadir o Congresso Nacional, e foram contidos pela polícia.
Na explanada dos ministérios, eles realizaram um protesto pouco mais pacífico.
Não haviam até a publicação desta reportagem, dados concretos de quantas pessoas participaram da manifestação.
Mas haviam dados claros, dos motivos pelos quais elas aconteceram.
Os sindicalistas defendiam ir as ruas, contra as reformas propostas pelo governo de Michel Temer.
Reformas estas que para eles, retira direito de trabalhadores.
As reformas em questão são da Previdência, em tramitação no Congresso, e a trabalhista, que já foi aprovada pelos deputados e seguiu agora para o Senado Federal.
Mas por trás de todos esses movimentos, há uma máxima de verdade.
A reforma trabalhista proposta por Temer, acaba com o fim da contribuição sindical obrigatória. Na prática, o trabalhador vai pagar o sindicato só se quiser.
O Brasil é o país do mundo com o maior número de sindicatos. São mais de 11 mil registrados em municípios de todos os estados.
E a maior parte destes, funcionam como uma espécie de máfia para enriquecer seus dirigentes.
A maior parte das contribuições, viram salários autíssimos para os presidente e pessoas mais ligadas a diretoria.
Houve casos segundo apurados pela Reportagem, de uma família toda de um presidente sindical, estar empregada no sindicato, com salários que variavam de R$ 10 Mil a R$ 40 Mil.
Edição: Leticia Corsi