Crise no Brasil coloca em risco estabilidade e economia

Crise no Brasil coloca em risco estabilidade e economia
Gabrielle Rial
22/05/2017


Na semana passada todos acompanham muito atentos, a uma crise sem precedentes que invadiu o cenário brasileiro.
Ela começou na quarta-feira, 17, com a divulgação do Jornal O Globo, da delação premiada da empresa JBS, o maior frigorífico do mundo.
A delação feita por seus donos, Joesley e Wesley Batista, sacudiu o mundo da politica e deixou em situação delicada nomes de renome como de Aécio Neves.
O presidente Michel Temer, assistiu seu governo ruir, depois de também ter sido citado nas delações.

Aécio Neves teria sido gravado, pedindo uma propina de R$ 2 Mi para Joesley Batista.
Ele teria dito que usaria o valor, para pagar sua defesa na Lava Jato.
O dinheiro foi pago pela empresa JBS, entregue por um diretor a um emissário de Aécio.
A entrega foi filmada pela Policia Federal, que estava já fazendo parte da delação quando o pedido aconteceu.
Por causa dessas gravações, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Ministro Edson Fachin, acatou pedido do Ministério Público e abriu um inquérito para investigar Aécio.
Ele é suspeito de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato, com base em outras conversas gravadas entre ele e diretores da JBS.
Aécio que é senador pelo PSDB de Minas Gerais, foi afastado de seu cargo na quinta-feira, 18, e sua irmã Andreia Neves foi presa pela PF no mesmo dia.
Ela e um primo do senador afastado, também detido pela PF, são acusados de receberem o dinheiro em nome de Aécio.

O presidente da república Michel Temer, também foi citado na delação.
Joesley teria gravado uma conversa com Temer, que ocorreu em março no Palácio do Jaburu, onde o presidente mora.
O empresário teria o visitado a noite, fora de agenda, para conversarem.
No decorrer do assunto, Joesley falou sobre o Ministro da Fazenda Henrique Meireles, seu ex-funcionário na JEF, grupo que controla a JBS.
Disse que não estava tendo um bom diálogo, porque o Ministro não atendia suas reivindicações de facilitações dentro do governo.
Ele pediu permissão a Temer, para usar o nome do presidente quando fosse falar com Meireles, e Temer disse que poderia ser.
Joesley ainda disse ao presidente, que estaria pagando juízes e procuradores na Lava Jato, para o manter fora de foco nas investigações.
Temer ouviu sem fazer nada.
Disse ainda, que havia acertado suas pendências com o deputado cassado Eduardo Cunha, já condenado na Lava Jato.
Joesley contou que estava de bem do ex-deputado e Temer pediu para ele se manter assim.
Para a Procuradoria Geral da República, esta fala de Temer sugere um aval para que Joesley pagasse Cunha.
O objetivo, que ele não fizesse nem uma delação na Lava Jato.
Michel Temer disse que nunca deu aval para ninguém comprar o silêncio de nem uma pessoa ligada a operação, que as gravações são clandestinas, e foi ao STF
questiona-las e pedir que fosse encerrado um inquérito aberto contra si, por determinação do Ministro Edson Fachin.

Isso sacudiu o cenário em Brasília. Até o momento, 10 pedidos de Impeachment do presidente foram registrados na Câmara dos Deputados.
A base aliada se rachou, e o PPS e o PSB, anunciaram sua saída do governo, embora nem todos seus ministros entregaram os cargos.
O PSDB, que está agora sob novo comando com o escândalo sobre Aécio Neves, também ameaçou debandar para a oposição.
Mas com Tasso Jereissati assumindo, o partido acalmou e se manteve pelo menos por enquanto, ao lado de Temer.
Ainda é cedo para afirmar o que isso tudo vai levar, mas a verdade é única.
O presidente da república agora está em ruínas, perdeu a capacidade de dialogar com o Congresso, porque todos querem seu afastamento.
Isto pode trazer uma crise ainda pior ao Brasil, que estava caminhando para sair da recessão.
O melhor caminho para o Brasil, seria a renuncia de Michel Temer avaliam especialistas.
Mas o presidente disse e repetiu, não vai renunciar.