Igreja que atacou Grupo Kester deve mais de R$ 13 Mi a herdeiros de ex-líder
Família trava processo judicial desde 2015 e ainda não conseguiu receber
Eduarda Sampaio
Reportagem Especial
08/05/2017
Se a seita religiosa que atacou o Grupo Kester em abril, como vingança por reportagens publicadas pelos sites da equipe tem problemas policiais demais para se preocupar, dentro de suas paredes nem tudo é flores.
A igreja ainda enfrenta um processo judicial contra a família de seu ex-líder, que faleceu enquanto ainda liderava seus fiéis há alguns anos.
O problema é que imóveis da seita estariam registrados em nome do homem, não em nome da Igreja, e o CNPJ da mesma ainda está em seu nome mesmo ele tendo falecido.
O que quer dizer que seus donos são seus herdeiros, mulher, filhos e netos.
Para que mantivessem a igreja aberta, a família cobrou da atual administração um aluguel.
Cada templo aberto em nome do ex-líder deveria pagar um valor mensal que somado hoje chega a casa de R$ 13 Mi em dívidas.
Dívidas porque nada nunca foi pago pela seita, nem deve ser tão cedo.
No processo que movem contra a mesma, familiares pedem o ressarcimento ou a embargação dos imóveis.
O processo é em segredo de Justiça mas com exclusividade a equipe de Kalel Em Foco teve acesso a seu inteiro teor.
Sua última movimentação datada de outubro do ano passado, foi feita pela defesa dos herdeiros.
Eles pedem atualização dos bens deixados em nome de seu falecido, e que estariam em propriedade da igreja.
O objetivo, aumentar ainda mais o valor devido para que possam ficar mais dentro da realidade.
Depois de enriquecerem as custas dos fiéis, os familiares do ex-líder da religião pretendem agora lucrar com aluguéis das igrejas, ou quiçá pretendem fecha-las.
O problema maior, é que quem adquiriu os templos foram os próprios fiéis, que pagaram pelos terrenos onde os prédios foram construídos.
Isso geraria uma dor de cabeça ainda maior, porque tecnicamente esses terrenos não poderiam terem ficado no nome do falecido, explicou Dr. Cloves de Castro, especialista em Direito Cível.
Edição: Larissa Goldman