Ataques cibernéticos assustam o mundo e colocam em xeque credibilidade da Microsoft
Anna Clara Vaz
15/05/2017
Na última sexta-feira, 12 de maio, o Universo Online se viu refém do terror.
Um atentado cibernético em pelo menos 150 países, entre eles o Brasil, mostrou que estamos suscetíveis a ficarmos reféns daquilo que mais necessitamos.
Hoje para trabalhar, estudar ou mesmo no dia dia, o computador e as novas tecnologias se tornaram indispensáveis.
Um grupo de Hackers na Europa, protagonizaram ataques em massa a muitos países.
Em muitos locais, grupos semelhantes viram e decidiram imitar.
O balanço foi este já citado acima, 150 países registrando mais de 200 mil ataques cibernéticos, a empresas e órgãos dos respectivos governos.
Para invadir os computadores os Hackers usaram um Ransonware chamado Wannacry.
Um vírus potente que sequestra os dados do computador e que só os libera mediante a um pagamento de resgate.
As autoridades recomendam não pagar, vez que não é seguro que os Hackers devolveriam os acessos depois de constar o pagamento.
Porém a maior parte das grandes corporações, preferem lhe dar com o negócio de outro modo.
Eles pagam o resgate e tem seus sistemas desbloqueados.
O ataque em massa imitava na vida real, o que acontecera semanas antes numa série norte-americana.
Em Chicago Med, o maior hospital de Chicago nos Estados Unidos, ficava refém dos Hackers até que um dos médicos pagou os US$ 30 Mil exigidos como resgate.
Os dados e o sistema do hospital foram devolvidos pós a constagem do pagamento.
No caso da vida real, não houve relato de Hackers que receberam e não desbloquearam os sistemas.
O que houve foi um relato ainda mais perturbador.
O Wannacry foi criado a partir de uma vulnerabilidade do Windows, sistema operacional da Microsoft.
A falha havia sido identificada pela companhia em março, mas os clientes não foram informados.
A Microsoft até realizou uma correção e soltou uma atualização para o sistema operacional.
Só que esqueceu de dizer aos seus usuários que era importante fazer tal atualização porque havia uma quebra de segurança.
Estando seguros ou acreditando estarem, muitos desses clientes nem se preocuparam em fazer tal atualização.
Tivessem eles ficado sabendo, o Ransonware não seria usado e não teria os estragos sem precedentes que tiveram.
Mas a Microsoft não se manifestou, nem antes, nem durante e nem depois dos ataques.
Fingiu que o problema não era com ela e continuou a se valer do fato de ser a dominante no mercado dos sistemas operacionais.
A companhia abusa da situação de ser a única fabricante de computadores capaz de ter seus sistemas instalados na maior parte das empresas e corporações do mundo.
Edição: Leticia Corsi