Operadoras de TV por Assinatura cortam sinal de TVs abertas
Record, SBT e rede TV deixaram de funcionar em 29 de março para o Distrito Federal e grande São Paulo
Anna Clara Vaz
03/04/2017
Um impasse entre as operadoras de TV por Assinatura e canais de TV aberta, gerou um problema que causou polêmicas na semana passada.
Depois de não haver acordo entre os canais SBT, Record e Rede TV, as emissoras retiraram seus sinais das operadoras pagas de TV por assinatura, no Distrito Federal, e na capital de São Paulo e região metropolitana.
Isto quer dizer, que os assinantes das operadoras Sky, Net, Claro, e Vivo, deixaram de receber esses canais em casa, mesmo pagando por cada um deles.
O motivo do impasse, a falta de pagamento por parte das prestadoras para receber na sua programação os sinais das TVs.
Um acordo entre as emissoras e as prestadoras do serviço, garante o pagamento pelos sinais transmitidos para a casa dos brasileiros.
Mas as filiais das prestadoras deixaram de fazer os pagamentos e não concordaram com um reajuste proposto pelas emissoras no começo de 2017.
Diante do impasse que se arrastou pelos meses seguintes, em 29 de março as emissoras desligaram os sinais de transmissão para as operadoras de TVs por Assinatura.
Clientes revoltados protestaram contra o problema que é inédito.
Nunca antes as TVs pagas ficaram sem um canal aberto, porque se entende que se ele é aberto deveria ser de gratuidade ao consumidor final.
Por outro lado, se o consumidor paga pela TV, ele tem direito em ter na programação as principais emissoras do país, nas quais se encaixam estas que agora ficaram de fora da programação.
Outro problema que pode surgir, é que com a retirada em algumas cidades do sinal, isso pode abrir precedente para que outras emissoras façam o mesmo, com outras filiais das prestadoras pelo país.
Se isso acontecesse, poderia se instalar um caos dentro das próprias emissoras que perderiam telespectadores.
Por outro lado, o Procon orienta os consumidores de TVs por Assinatura, que reclamem a respeito do problema.
Para o órgão, o consumidor pode até exigir desconto nos pacotes mensais das prestadoras, caso elas não forneçam a programação como ela era fornecida até então.
Edição: Leticia Corsi