Delação do Fim do Mundo e o futuro do Brasil
Leandro Goldman
17/04/2017
Na semana passada, em um caráter assustador, o Supremo Tribunal Federal revelou os vídeos contendo as delações premiadas da Odebrecht e seus executivos.
A maior empreiteira do Brasil, contou em detalhes a Justiça como funcionava o departamento de propinas, criado dentro da companhia para abastecer os bolsos de politicos e partidos, ao longo de mais de 20 anos.
Todos os nomes imagináveis, todos os partidos, aparecem ali.
Propinas que foram pagas para ajudar politicos a se elegerem em todas as esferas do poder, para que em troca a empresa tivesse vantagens em contratos, obras, dentro e fora do Brasil.
Os maiores escândalos estão no que se refere ao PT, a Lula, Dilma e afins.
Mas nem o PSDB escapou de ser propinado pelo departamento da Odebrecht.
Segundo a companhia, foram pagos caixa 2 para Serra, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso.
A delação da Odebrecht, denominada Delação do Fim do Mundo, tem feito jus ao título que recebeu. Põe por terra o nome de muita gente e deixa dúvidas pairadas no ar.
O que resta saber agora, é como se sustentará o sistema politico brasileiro, depois dessa chuva de envolvidos nesses esquemas.
Claro, carecem investigações e provas de que essas delações são verdadeiras.
Entretanto, a riqueza de detalhes com que são dadas são tamanhas, que fica impossível acreditar que alguma delas possa ser inventada para se tirar vantagem de
uma situação nada amigável ou positiva para o Brasil, seus politicos ou cidadãos.
Edição: Leticia Corsi