Fundador de organizada do Palmeiras é morto a tiros e expõe drama do crime dentro de torcida
Eduarda Sampaio
06/03/2017
Na madrugada da última quinta-feira, 2 de março, morreu em São Paulo Moacir Bianchi, um dos fundadores da torcida Mancha Verde, organizada do Palmeiras.
A morte do homem, que já não fazia mais parte da diretoria da torcida mas que foi visto na noite anterior na sede da mesma, levanta uma série de suspeitas, revela mistérios e trás uma realidade bem escondida.
Segundo as apurações até o momento da polícia, Bianchi era um dos fundadores da Mancha Verde, mas teria perdido espaço e influência dentro da organizada.
A torcida, uma das maiores do estado, cresceu e com ela vieram os problemas.
Parte deles, o uso de uma facção criminosa que tentava dominar a sede da organizada.
Bianchi era contra, e por isso participou de uma intensa e tensa reunião em 1º de março na sede da torcida.
Ele teve um embate com o atual presidente da Mancha, por conta dessa atuação de facção criminosa dentro da torcida.
Ali, teria sido ameaçado e depois do clima tenso foi embora sozinho para casa.
Foi no caminho que seu carro sofreu uma violenta emboscada e ele foi morto com 22 tiros.
O que a polícia quer saber agora, é se a ordem partiu para mata-lo de dentro da organizada, ou como de fato isso aconteceu.
Se os assassinos estavam dentro da sede e o seguiram, ou se esperavam já mandados ao lado de fora, para quando ele deixasse a reunião.
Foi o tempo em que se ter uma torcida organizada fosse sinônimo apenas de futebol.
A clássica disputa que ocorria dentro da Mancha Verde, mostra claramente que o crime organizado estaria penetrando até mesmo essas paredes, mesmo que houvessem gente contra.
Depois da morte do fundador, a Mancha Verde fechou suas portas.
Por nota comunicou que estaria encerrando suas atividades por tempo indeterminado sem maiores explicações.
Edição: Leticia Corsi