Anaclaudia Farias - Uma historia de superação

Anaclaudia Farias - Uma historia de superação
Larissa Mariana
06/03/2017


A historia que será relatada a seguir parece ficção, mas está dentro da mais pura realidade.
A personagem principal desta reportagem existe, vivenciou cada um dos momentos narrados e tem uma vida que daria um livro e tanto.
Assim já assumiu o próprio autor de historias Guilherme Kalel, presidente do Grupo Kester e quem trouxe a esta o conhecimento de tudo que será narrado a seguir.

Anaclaudia Farias tem hoje 27 anos de idade.
Completa bem neste dia 6 de março, data em que estreia esta Kalel Em Foco.
Foi um dos motivos para qual sua historia é uma das primeiras a ser contada neste espaço.

Aos seus 2 anos de idade, na constante luta para sobreviver, ela iniciou sua caminhada.
Descobriu um quadro de Diabetes cheio de complicações.
Anaclaudia recebeu o apoio da família, especialmente da mãe. Para uma criança nessa idade, entender o que se passava não era fácil.
Mas desde pequena teve que aprender a conviver com as injeções de insulina, com as regras da doença, com o não poder ingerir doce como uma pessoa convencional.
Foi crescendo, o tempo foi passando. Passou logo a se aplicar a insulina quando maior, antes dos 10 anos fazia a auto-aplicação sem problemas.
No caminho que teve de conviver com Diabetes, outros problemas vieram a surgir. Primeiro deles a complicação visual, sabia ela que mais cedo ou mais tarde
poderia perder a visão por causa da doença mas sempre acreditou que isso viria com o avançar da idade.
Adolescente, descobriu que seus rins já não operavam da maneira como era para ser, Diabetes alta é um dos resultados que trouxe a esta condição.
Por mais que se cuidasse e fizesse todos os tratamentos, a Diabetes é uma doença silenciosa, contra qual muitas das vezes a força dos pacientes não se bastam e
a doença evolue assustadoramente, explicou o médico endocrinologista Sérgio Bastos, a Reportagem de Kalel Em Foco.
Com problema nos rins, Anaclaudia iniciou o processo de hemodiálise. Foi colocada também na fila do transplante com o objetivo de fazer uma cirurgia que a livrasse deste mal.
A visão piorou e aos 20 anos de idade a perdeu. "Foi um processo difícil porque dizia para minha mãe que não suportaria perder a visão, mas no final até eu me
surpreendi com minha aceitação", revelou a moça.
No lugar da depressão por ter ficado invisual, como sempre imaginou que teria, surgiu em Anaclaudia uma vontade de se provar.
Foi em busca de suas próprias adaptações, e hoje tem uma vida dita normal, sem qualquer dificuldade que a empeça.
Caminha na cidade em que mora, frequenta aulas de orientação e mobilidade, usa computador e celular. Aliás, foi por causa disto que acabou se transformando em
reportagem hoje.
Anaclaudia conheceu Guilherme Kalel virtualmente, passou a acompanhar de perto seu trabalho e sempre teve interesse em ler as coisas que o jovem invisual
escrevia.
A historia de Kalel, assim como a sua, repleta de superações, uniu os dois e fez com que ficassem próximos.
Foi ao ler "O dia do adeus", livro escrito por Kalel, que Anaclaudia se apaixonou ainda mais pela literatura desenvolvida pelo autor, e não parou mais de ler os livros de seu ídolo.

Natural de Jandaia do Sul, no Paraná, entrou na fila em Londrina onde fazia seus tratamentos médicos.
Com o tempo, acabou indo parar em Curitiba, em um dos melhores hospitais do país para tratamentos e transplantes e referência no Paraná.
Foi lá, dentro do Angelina Caron, que Anaclaudia recebeu a noticia mais difícil de todas, fora enganada pelos médicos de Londrina e nunca foi colocada em fila alguma.
Há quase dois anos de espera, a espera tinha sido em vão.
"Os médicos falaram que fariam todo o possível por mim", contou ela. Relembrando o que vivenciou quando descobriu a verdade.

Nove meses depois veio a noticia, Anaclaudia tinha encontrado um doador compatível.
O transplante duplo seria feito e ela receberia além do rim o pâncreas.
Além de se livrar da diálise, Anaclaudia também poderia se curar da Diabetes.
Foi o que aconteceu. Mas o processo reteve uma série de cuidados e de mais superações.
Anaclaudia passou por diversas cirurgias, teve complicações pós transplante, ficou mais de 30 dias internada.
Posteriormente, superados esses momentos de dificuldades, voltou para casa junto da mãe e das irmãs, onde vive até os dias de hoje.
A menina sonhadora, faz planos para a vida, e gosta de conhecer e conversar com as pessoas.
A moça que se transformou em fonte de inspiração a muita gente, hoje é uma grande e guerreira mulher.
Motivo de orgulho para a família e porque não dizer ao ídolo Guilherme Kalel, que fez questão de falar sobre ela.
"A Aninha para mim é uma pessoa encantadora. Cheia de superações pelo caminho onde nossas historias se cruzam. Sabemos bem o que um e outro passou, o que enfrenta ou foi capaz de enfrentar.
É uma mulher guerreira, de grande força, de grande doçura, que tenho certeza ainda tem grandes feitos a fazer ao longo de sua trajetória.
Tem pessoas na minha vida, que gostaria muito de que suas historias fossem contadas, e a Ana é uma delas. São historias que nos incentivam e fortalecem a
seguirmos em frente, não importa o tamanho do obstáculo que nos seja imposto pela vida", disse.
Edição: Leticia Corsi